sábado, 25 de janeiro de 2014

Trepador de Coqueiro




É ele próprio quem faz o seu traçado
Que faz a peia e os detalhes vê
Não usa náilon. É couro cru cortado
Prefere o velho engocho de dendê

De peia ao ombro e foice a tiracolo
Somente a chuva e o vento ele respeita
Exalando o odor de seu suor
Escolhe os cocos e assim faz a colheita

Mãos calejadas da foice que maneja
Outro calo na perna a peia faz
Galga o coqueiro lhe parecendo pouco
O que nós outros achamos até demais

E bem do alto ele nos observa
Se sobe mais, maior é a distância
Sente-se herói, dispensa o perigo
Rindo de nossa insignificância

José Lopes




Um comentário:

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Zui
Nunca vi um de perto mas não teria coragem... fico tonta só de olhar...rs...
Bjm fraterno

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