sábado, 17 de agosto de 2013

Ventos de Agosto



 Chove Torrencialmente.
O mar agiganta-se, revoltado, repelindo as águas que os rios empurram, que mancham o verde de suas águas e emporcalham com os seus detritos a alvura de suas praias.
Os seculares coqueiros empurrados pelo vendaval, curvam-se ante o poder dominador dos ventos fortes, balançando suas folhas que farfalham numa sinfonia de protesto, solidário com o mar, que assiste a esta transformação brutal que desmancha a paisagem das praias, na época da primavera.
O vento ruge, embalando as espumas sobre as ondas do mar, num balanço de vai e vem, impelido pela massa fria e, sem sentir, faz este panorama negro, horripilante e sujo, que é o inverno.
O sol esconde-se com vergonha deste quadro dantesco.

José Lopes

2 comentários:

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Olá, seu poema nos conta muito sobre o clima, as águas do mar e rios.Porém o que mais me impressionou foi a simbologia do Inferno de Dante. O inverno, realmente é a estação da tristeza para mim, sem o sol não há alegria. Grande beijo!

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Obrigada por me seguir Zui.

Também estou lhe seguindo.

bjs
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

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