quarta-feira, 31 de julho de 2013

Festa na Matriz do Pilar


Igreja Nossa Senhora do Pilar, Matriz desde 1831, mas erigida por volta de 1703. Está situada na sede de Itamaracá, o bairro do Pilar. A festa da Padroeira Nossa Senhora do Pilar é comemorada, sempre, no primeiro domingo de fevereiro.



 No último sábado, 27 de julho, após a Missa, os fieis festejaram o Forró de São João. Não é de se estranhar, pois aqui no Nordeste a festa de São João se estende até o mês seguinte.



A festa da Matriz do Pilar foi animada pela Banda de Forró e com as barracas de quitutes e prendas para diversão dos paroquianos. Tudo organizado pelo Conselho Paroquial e o Frei Reginaldo.  

(Fotos e pesquisa do Facebook)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Manhã de Julho


Itamaracá.
Hoje está vestida de azul,
Nesta manhã de julho.
Nem um sinal de nuvem para manchar tuas vestes.
O teu mar, que não brame, antes canta
Uma sinfonia de amor, nesta música suave,
Que é o farfalhar das folhas dos teus coqueiros.
Lá longe, um ponto branco.
Uma gaivota?
Não. É uma jangada, que singra teu mar.
Deixando uma esteira: a marca de carícias em tuas ondas.
Extasiado, eu te contemplo, oh minha ilha,
Embriagado de amor.
Pela tua beleza, pela tua glória
E por toda essa epopeia belíssima
do Teu Passado.

José Lopes


sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Lia da Ciranda

 
Como foi que tudo aconteceu? Eis a história.
 
Lia, Maria ou Madalena - como queiram os leitores - fez-se amiga intima de Teca e passou a segui-la nas suas saídas noturnas em busca de "inspiração". Uma tarde, um final de tarde, na beira da praia, a noite já se insinuando. Teca feria o violão desligada do mundo. Ao seu lado, a escurinha cutucava a areia com um graveto. Num gesto de abandono, começou a solfejar a música da famosa ciranda, sem dar conta do espanto de Teca, que voltava a si num sobressalto.
Onde você aprendeu isso, menina?
Lia abriu os dentes, com naturalidade, e respondeu muito faceira:
- Ora, dona Teca, aprendi por aí... Acho que foi nos cocos e nas cirandas que eu sempre vou espiar.
- Pois essa música é muito bacana e eu vou botar letra nisso. Será uma ciranda em sua homenagem, Lia...
E Lia fez um ar de orgulho, tornou a mostrar os dentes brancos num riso brejeiro e continuou a cantiga. Logo cantarolava a música que deu origem ao segundo verso. Teca, entusiasmada, já acompanhava no violão. Parou bruscamente e disse com euforia: - Lia, minha nêga, essa musiquinha é um amor...
Em menos de dois dias estava pronta a ciranda, com letra de Teca e "pesquisa musical" de Maria Madalena Correia do Nascimento:
 
"Esta ciranda / quem me deu foi Lia / que mora na ilha de Itamaracá /.
Estávamos na beira da praia / ouvindo as pancadas / das ondas do mar..." 
 
Bem, esta é a história de Lia. Teca poderia confirmá-la ou desmenti-la. Mas Teca se mudou para o sul, depois de algumas apresentações nas televisões locais e de se envolver com algo que as autoridades costumam chamar de "filosofia exótica".
Só que Lia tem Teca e o céu por testemunhas...
 
(História e Segredos de Uma Ilha, José Lopes.)
 
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