terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Mar na Ilha




O Mar

Se o vento é brando, o mar é meigo e terno
Dorme tranquilo e sua voz cala
Suspira fundo e vai de mansinho
Abraça a praia e um beijo estala

Se há tormenta, ele ruge e açoita
Embala as ondas num furor horrendo
Soluça, geme, vomitando cóleras
Bate na praia, louco e tremendo

Na calmaria, quando o sol é claro
Reflete nas entranhas o colorido
De mil cores, qual pintor sublime
De mil aspectos quadros refletindo

Na tempestade, as densas nuvens cobrem
De negro azeviche o dorso seu
E a palidez das entranhas suas
São pretas trevas negras como breu

E a praia branca, casta, meiga e bela
Abre seus braços num enlace meigo
Ao vento pede suplicando calma
Ao mar querido pede mais um beijo

Se atendida ela deita os braços
E o mar vem vindo lhe beijar a face
Se o vento nega ela se aprofunda
E o mar com fúria nos rochedos bate.

José Lopes


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Itamaracá, Pedra que Canta ou Pedra Sonante




Os índios lhe deram o nome:  Ita-maracá, isto é, "Maracá de Pedra" ou "Pedra que Canta". Porque olhavam admirados para a torre da igreja, construída pelos portugueses e viam um imenso sino que, tocado pelo badalo, produzia sons. Como não conheciam o sino, os índios achavam que era uma "pedra grande" que batendo, "cantava". Daí a junção do nome, na Língua Tupi: "Ita" significa Pedra e, "Maracá" quer dizer mbara'ká, Chocalho


  
"Esta Ilha tem histórias
Tão lindas de se contar.
É terra cheia de glórias,
É poema verde do mar."




Música do Cantor Reginaldo Rossi.



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar / Itamaracá



Igreja de Nossa Senhora do Pilar, situada na sede de Itamaracá.  Matriz desde 1831, e construída por volta de 1703 como Capela. Na época, a Matriz era a igreja de Nossa Senhora da Conceição, localizada na antiga sede de Itamaracá, Vila Velha.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capela do Bom Jesus dos Passos em Jaguaribe / Itamaracá



 Em Jaguaribe, temos a Capela com a invocação do Bom Jesus dos Passos. Tem sua Festa Celebrada ao iniciar o ano, no mês de Janeiro.



A tradicional "Buscada" do Padroeiro vinda em procissão marítima, acompanhada de barcaças, botes, jangadas, canoas, etc, até a Capela do Bom Jesus dos Passos.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Vila Velha / Itamaracá



Antiga Igreja Matriz sobre a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Por três séculos foi a Matriz paroquial de Itamaracá. Tem a Igreja, além da Capela-Mor, dois altares laterais e, junto, um pequeno cemitério.




É a mais antiga Igreja existente no Brasil. Tem sua Festa Religiosa Celebrada em 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, neste dia é feriado Municipal.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vila Velha / Itamaracá


Distante, 17 km, da Sede de Itamaracá. Teve sua elevação à categoria de Vila em 1534, pelo Capitão Governador João Gonçalves.
A Vila, em 1630, quando se deu a ocupação holandesa, era próspera, contava com mais de cem prédios, tinha duas Igrejas, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia, casa de residência do Governador, Câmara e Cadeia.

"Esta povoação foi Vila.
Muita gente morou nela;
Esta Igreja foi Matriz,
E hoje é Capela".



( História e Segredos de Uma Ilha, José Lopes.)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Amanhecer na Ilha


O Amanhecer 

 A aurora surge e o horizonte rubro
É o berço do sol jovem e robusto
O brando vento movimenta as nuvens
Pintando quadro e esculpindo busto

E o sol desponta, clareando tudo
Fornecendo calor e energia
E tudo é vida, a natureza acorda
E as flores seu perfume irradiam

As aves deixam os ninhos, a natureza vive
Começa o dia, há luz por toda a parte
E o firmamento radioso sempre livre

A humanidade acorda, é dia, é dia...
Os bons constroem o que é sublime e belo.
O amor junta-se à paz e Deus os guia.

José Lopes

domingo, 6 de outubro de 2013

As barcaças da Ilha


As barcaças

Velas brancas que a brisa enfuna e empurra
De portos em portos a navegar
Bordejando se o vento lhe é contrário
Singrando as águas desse velho mar

As barcaças. Que lindo panorama
Já não existem. Que saudades trazem
Como era lindo em dias de festas
Todos no porto. Tanta falta fazem...

Bom Conselho, Beatriz, Utilidade
Nova Cruz, Berenice e Sultana
Velhas barcaças que na sua lida
Transportavam açúcar de Goiana

Os barcaceiros independentes livres
O mestre, o contramestre e os proeiros
Hoje velhos, tristonhos e saudosos
Recordam a vida e os velhos companheiros

Hoje olho a praia. Procuro ver algo
Não diviso as velas. Já não há mais graça
Tudo é tristeza e solidão no mar
Pois não existe nenhuma barcaça.

José Lopes

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

História triste de uma praieira



Esta música abaixo, conhecida nos anos de 1930 / 1940, cantada por Inezita Barroso, repercutiu na vida dos jovens daquela época, como música romântica à embalar seus namoros e encontros, muitas vezes tendo como cenário o mar sereno, a lua clareando ao invés da energia elétrica, uma caiçara e ao longe, balançando nas ondas cristalinas do mar, uma jangada.




*


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Coqueiro Solitário



Aqui testemunhei  todos batizados
Também daqui eu vi os que se foram cedo
No embalo da brisa que é meu sono
Acordo. Vejo o progresso, tenho medo

Aqui nasci há muitos longos anos
Sou filho de uma era já passada
Desde pequeno, olho, vejo o mar
Onde a lua se reflete prateada

Acompanhado dos outros meus congêneres
Sempre vivi e nunca fui lembrado
Mas eis que surge o machado e de repente
Fico só, me sentindo abandonado

Gostaria que Deus me fosse servido
Que eu crescesse e crescesse muito mais
Voltar a ver o mar e a lua em paz

Se é crime matar, por Deus piedade
Embora não sendo humano, tenho alma
Que não fala, não pensa, mas que lembra
Sou história, me deixem, tenham calma

José Lopes 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Jaguaribe / Itamaracá


Jaguaribe dista um quilômetro da Sede do Município. Não temos elementos comprobatórios da época de sua fundação, apenas sabemos que, em 1699, já existia como povoado.


Trata-se de um recanto dos mais belos do litoral pernambucano, com uma praia cheia de encantos!

sábado, 31 de agosto de 2013

Forte Orange


Lua cheia, dize-me ó lua
porque o forte o tempo não destrói;
cada pedra é uma história
e cada história, um herói.

Hino de Itamaracá 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pontal da Ilha




"Mais amor e mais poesia
neste mundo não há, não há
do que o mar beijando a areia
das praias de Itamaracá".

Hino de Itamaracá

sábado, 17 de agosto de 2013

Ventos de Agosto



 Chove Torrencialmente.
O mar agiganta-se, revoltado, repelindo as águas que os rios empurram, que mancham o verde de suas águas e emporcalham com os seus detritos a alvura de suas praias.
Os seculares coqueiros empurrados pelo vendaval, curvam-se ante o poder dominador dos ventos fortes, balançando suas folhas que farfalham numa sinfonia de protesto, solidário com o mar, que assiste a esta transformação brutal que desmancha a paisagem das praias, na época da primavera.
O vento ruge, embalando as espumas sobre as ondas do mar, num balanço de vai e vem, impelido pela massa fria e, sem sentir, faz este panorama negro, horripilante e sujo, que é o inverno.
O sol esconde-se com vergonha deste quadro dantesco.

José Lopes

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Festa na Matriz do Pilar


Igreja Nossa Senhora do Pilar, Matriz desde 1831, mas erigida por volta de 1703. Está situada na sede de Itamaracá, o bairro do Pilar. A festa da Padroeira Nossa Senhora do Pilar é comemorada, sempre, no primeiro domingo de fevereiro.



 No último sábado, 27 de julho, após a Missa, os fieis festejaram o Forró de São João. Não é de se estranhar, pois aqui no Nordeste a festa de São João se estende até o mês seguinte.



A festa da Matriz do Pilar foi animada pela Banda de Forró e com as barracas de quitutes e prendas para diversão dos paroquianos. Tudo organizado pelo Conselho Paroquial e o Frei Reginaldo.  

(Fotos e pesquisa do Facebook)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Manhã de Julho


Itamaracá.
Hoje está vestida de azul,
Nesta manhã de julho.
Nem um sinal de nuvem para manchar tuas vestes.
O teu mar, que não brame, antes canta
Uma sinfonia de amor, nesta música suave,
Que é o farfalhar das folhas dos teus coqueiros.
Lá longe, um ponto branco.
Uma gaivota?
Não. É uma jangada, que singra teu mar.
Deixando uma esteira: a marca de carícias em tuas ondas.
Extasiado, eu te contemplo, oh minha ilha,
Embriagado de amor.
Pela tua beleza, pela tua glória
E por toda essa epopeia belíssima
do Teu Passado.

José Lopes


sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Lia da Ciranda

 
Como foi que tudo aconteceu? Eis a história.
 
Lia, Maria ou Madalena - como queiram os leitores - fez-se amiga intima de Teca e passou a segui-la nas suas saídas noturnas em busca de "inspiração". Uma tarde, um final de tarde, na beira da praia, a noite já se insinuando. Teca feria o violão desligada do mundo. Ao seu lado, a escurinha cutucava a areia com um graveto. Num gesto de abandono, começou a solfejar a música da famosa ciranda, sem dar conta do espanto de Teca, que voltava a si num sobressalto.
Onde você aprendeu isso, menina?
Lia abriu os dentes, com naturalidade, e respondeu muito faceira:
- Ora, dona Teca, aprendi por aí... Acho que foi nos cocos e nas cirandas que eu sempre vou espiar.
- Pois essa música é muito bacana e eu vou botar letra nisso. Será uma ciranda em sua homenagem, Lia...
E Lia fez um ar de orgulho, tornou a mostrar os dentes brancos num riso brejeiro e continuou a cantiga. Logo cantarolava a música que deu origem ao segundo verso. Teca, entusiasmada, já acompanhava no violão. Parou bruscamente e disse com euforia: - Lia, minha nêga, essa musiquinha é um amor...
Em menos de dois dias estava pronta a ciranda, com letra de Teca e "pesquisa musical" de Maria Madalena Correia do Nascimento:
 
"Esta ciranda / quem me deu foi Lia / que mora na ilha de Itamaracá /.
Estávamos na beira da praia / ouvindo as pancadas / das ondas do mar..." 
 
Bem, esta é a história de Lia. Teca poderia confirmá-la ou desmenti-la. Mas Teca se mudou para o sul, depois de algumas apresentações nas televisões locais e de se envolver com algo que as autoridades costumam chamar de "filosofia exótica".
Só que Lia tem Teca e o céu por testemunhas...
 
(História e Segredos de Uma Ilha, José Lopes.)
 

sábado, 15 de junho de 2013

Lia de Itamaracá



Tinha então 14 anos e corriam mansos na Ilha os idos de 1961. Por esse tempo, apareceu em Jaguaribe uma jovem esbelta e loura _ Dona Terezinha Calazans. Lia era empregada de Santino de Barros. Dona Tereza _ Teca, na intimidade _  foi morar perto, exatamente no nº 260. Uma casa modesta, a poucos metros da mansão do velho Santino. Um arruado com algumas construções em alvenarias, a Igreja, o "veraneio" dos Irmãos Maristas e uns poucos casebres de palha, onde moravam pescadores. Exatamente a dois quilômetros do Pilar. Os Barros foram informados, dias depois, que Teca era uma pesquisadora do folclore brasileiro. Pioneira de um expediente hoje comum entre os "monstros sagrados" da nossa música popular. Viera em companhia da jovem Socorro Fontes para um descanso de uns vinte dias. Se sua bagagem pessoal não primava pela quantidade de roupa, certo é que era farta em instrumentos musicais, gravadores, fitas magnéticas e tudo o mais indispensável ao cômodo ofício da "pesquisa" musical.

Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia, não se lembra mais ao certo quantos dias dona Terezinha Calazans, a Teca, ficou em Jaguaribe. Talvez, segundo as más línguas, o tempo suficiente para reunir num compacto duplo uma coletânea das melhores cirandas que a "massa ignara" costumava cantar nas várzeas, nas festas de São João e do Natal.

E, com efeito, meses depois Teca apareceu com o seu novo disco, por sinal uma das melhores coisas já "pesquisadas" no gênero. Não seria para menos, pois tirou do bolso o naco mais substancioso.

(História e Segredos de uma Ilha, José Lopes)



domingo, 2 de junho de 2013

As Mangas de Itamaracá

 Manga  espada, manga rosa e a famosa manga jasmim (primavera).


"Lua cheia, dize-me ó lua
se já viste uma coisa assim:
toda a Ilha é um perfume
da doce manga jasmim".



Tínhamos em nosso quintal uma mangueira que, em seus dois galhos, botava mangas espada e rosa. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Coroa do Avião


Coroa do Avião é uma pequena ilha com 500 x 100 metros. Tem uma linda paisagem e um exuberante por do sol. Conta com uma boa faixa de areia branca; o mar é calmo, de águas transparentes, variando entre o verde e o azul dependendo do tempo. Pertence ao Município de Igarassu, mas por sua localização próxima ao Forte Orange, foi "adotada" pelos veranistas e turistas que visitam Itamaracá.


Você pode chegar na Coroa do Avião de barco. De lá podemos ver o Forte Orange.

Coqueiros de Itamaracá


O trepador de coqueiros tem, como apetrecho necessário para o trabalho, uma foice muito bem amolada e uma peia, feita de engocho de dendê, enrolada com tiras de couro cru de boi, muito bem entralhada, pois ao subir no coqueiro a sua vida depende muito da segurança da peia.


Uma das profissões generalizadas em Itamaracá, sempre foi a de trepador de coqueiros, isso quando existia efetivamente grande coqueiral aqui na Ilha. Hoje, com os loteamentos, se não houver preservação, o coqueiro passará a servir de adorno nos quintais, com a utilidade de uma boa água de coco. Deixando de ser como antes, uma das principais economias da Ilha. 

(História e Segredos de uma Ilha, José Lopes) 

sábado, 11 de maio de 2013

Antigos engenhos de Itamaracá

 Antigo engenho São João

Na Ilha, alguns engenhos, como Amparo, São João e Macaxeira, já existiam em 1793. Eles eram rudimentares como em sua origem. Atualmente, os engenhos de Itamaracá estão extintos e pertencem ao Governo Estadual de Pernambuco, onde está localizada a Penitenciária Professor Barreto Campelo situada no engenho Macaxeira. O engenho São João, hoje desativado, em razão da desocupação dos presos da Penitenciaria Agrícola de Itamaracá para uma outra cidade. Neste engenho existia uma Capela sob a invocação de São João que foi demolida. 

Casa, em ruína, do Conselheiro João Alfredo

Também foi no engenho São João que nasceu o Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira. Quanto ao engenho Amparo, tornou-se um sítio com plantações de coqueiros. 

sábado, 4 de maio de 2013

Final da tarde em Itamaracá...


A  Ave Maria 

O vento sopra, farfalham os coqueiros
O mar beijando a praia sua tristeza diz
Os pássaros voltam aos ninhos, a tarde vai morrendo
É Ave Maria, tange o sino na Matriz

Tudo é triste e a tarde vai morrendo
É o início da noite e o fim de mais um dia
O mar bate na praia e lança espumas brancas
A Matriz repica o sino e toca Ave Maria

O último dos jangadeiros ferra sua vela
E volta ao aconchego fraterno do seu lar
A Deus ele dá graças, vencendo mais um dia
Rezando Ave Maria, ouve o sino a badalar

No poente rubro onde o sol se esconde
É o ocaso, que paisagem linda
No nascente a lua cor de rosa
Depois da Ave Maria. O dia finda

José Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Fortaleza de Santa Cruz ou Forte de Orange



 Fortaleza de Santa Cruz ou Forte de Orange, nome que recebeu, em honra ao príncipe holandês Frederico Henrique de Orange, tio de Maurício de Nassau.


A Fortaleza de Santa Cruz, o Forte de Orange como atualmente é chamado, foi construído pelos portugueses com a colaboração dos colonos índios, negros escravos e mestiços brasileiros. Posteriormente (1630-1654), foi ocupado pelos holandeses em sangrenta luta com os portugueses. Em 1654 foi evacuado pelos holandeses ao serem expulsos de Pernambuco passando então para o comando português.



Tem a Fortaleza a forma de um quadrilátero duplo, nos lados ângulos agudos, cujos vértices servem de guarita. A entrada é curvilínea e conduz a uma grande praça onde existe um poço, construído por Veiga Cabral em 1676. A capela, quartéis, armazéns e calabouços ainda existem.


Sobre o portão se vê um escudo português bastante estragado, tendo no meio uma cruz e, em baixo, uma pedra retangular que indica ter contido alguma inscrição. 


A Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá, o Forte de Orange dos holandeses , tem na história de nossas lutas, no período da dominação holandesa, as mais gloriosas páginas no valor e no heroísmo dos pernambucanos.

(História e Segredos de Uma Ilha, José Lopes.)

sábado, 6 de abril de 2013

Estrela do Mar - Dalva de Oliveira


Um pequenino grão de areia
que era um pobre sonhador
olhou no céu viu uma estrela
imaginou coisas de amor

Passaram anos muitos anos.
Ela no céu, ele no mar.
Dizem que nunca o pobrezinho
pode com ela encontrar.

Se houve ou se não houve 
alguma coisa entre eles dois,
ninguém soube até hoje explicar.

O que há de verdade é 
que depois, muito depois,
apareceu a Estrela do Mar. 


sábado, 30 de março de 2013

Ponte Getúlio Vargas


Comprimento: 1. 000 m, sendo 750 metros de aterro.
Serve de ligação entre o continente e a Ilha de Itamaracá. Foi construída no Governo do Presidente Getúlio Vargas, em 1940.

domingo, 17 de março de 2013

Salinas de Itamaracá


As salinas são compostas de um açude, onde se deposita a água do mar, para que aí se processe o cozimento, ou seja, a evaporação pelos raios solares; aliás, o depósito d'água serve também para a criação de peixes. Esta água por gravidade, é passada para outro recipiente denominado "caldeirão" (com menos água), onde a evaporação se faz com mais presteza. Daí, também por gravidade, a água é encaminhada para as "marinhas" (cristalizadores), quadras de 3 x 3 metros com a profundidade de 10 centímetros, onde a evaporação é mais acentuada. Depois de oito dias está pronto o sal, que é arrastado por um rodo, colocado em balaios de cipó e transportado para o armazém. Todas as divisões duma salina são feitas de barro.


Atualmente as salinas de Itamaracá estão desativadas e muitas delas se transformaram em viveiros de camarão que servem apenas para o consumo local, sendo produzido em pequena quantidade. No entanto, permanece, de tudo isso, a beleza da paisagem natural.


Viveiros de camarão, antes uma das Salinas da Ilha. Está situado no povoado de pescadores denominado de Salinas.


Por do sol nas Salinas. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As Jangadas


Tudo é paz e sossego. Que beleza
Que lindo espetáculo é este mar
Que maravilha, que madrugada bela
Podemos ver em Itamaracá

As jangadinhas na rotina partem
Dia após dia, na lida a pescar
Enfunam as velas, singram o mar sereno
Da linda praia de Itamaracá

E, à tardinha, quando o sol se esconde
Ao longe surgem em demanda do lar
São os jangadeiros, homens bons e amigos
Que habitam a praia de Itamaracá
    (José Lopes)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ciranda da Lia


"Estava na beira da praia / ouvindo as pancadas das ondas do mar...". Este verso é cantarolado em todo o Brasil, já com algumas versões para outras línguas. Realmente, a Ciranda de Lia é hoje um dos maiores veículos de divulgação do folclore de Itamaracá e, por extensão, do Nordeste brasileiro.



Trata-se, inegavelmente, de um ritmo cadenciado, ao sabor mesmo da evolução das pancadas das ondas do mar. Pelo menos das águas do mar de Itamaracá. "Esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá". Não só a ciranda. Outros ritmos, como o coco-de-roda, sereno-de-forró e pastoris, são igualmente cultivados pelos habitantes da Ilha, que preservam, assim, as tradições musicais, o que há de mais genuíno das gentes que habitam a faixada litorânea do Nordeste. 
(Historias e Segredos de uma Ilha, José Lopes. FUNDARPE/1987.  Fotos do Facebook)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Festa do Bom Jesus dos Passos em Jaguaribe / Itamaracá 04 - 13/01/2013


Em Jaguaribe, antigo povoado e hoje um bairro praieiro de Itamaracá aconteceu no domingo passado mais uma festa religiosa, o dia do Bom Jesus dos Passos. Precedido pela Bandeira e pela Novena, o dia do Bom Jesus, que foi no dia 13 de Janeiro finalizou as festividades vivenciadas ainda no sábado, com a Buscada que "é uma tradicional Procissão Marítima, com acompanhamento de jangadas, barcos motorizados, barcaças, botes, lanchas, canoas, enfim, todo o tipo de embarcação existente na Ilha".  Alguns dias antes, a imagem do Bom Jesus dos Passos é levada para uma outra praia e na véspera da festa, todos os barcos, engalanados com bandeiras, flores e animados por cânticos religiosos, todos superlotados de fiéis e turistas, partem para buscar, "buscada"- daí o nome - a imagem que é levada em procissão pelos fiéis, da praia até a Capela onde tem a benção do pároco da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, sede de Itamaracá.


No dia seguinte, domingo, o dia é dedicado ao Padroeiro de Jaguaribe sendo comemorado com missas, batizados, primeira eucaristia das crianças, e encerrado com a procissão, desta vez pelas ruas de Jaguaribe, com a imagem do Bom Jesus dos Passos levada pelos fiéis em fila e cantando até a Capela, onde tem início a última missa da festa religiosa. Fora, na parte externa, as crianças e adultos se divertem com o parque antecipadamente armado para estas ocasiões.
  
(Fotos do Facebook, Capela do Bom Jesus dos Passos.)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ilha de Itamaracá, terra dos meus antepassados...


Ilha das minhas origens,dos meus antepassados. Situada no Litoral Norte da Região Metropolitana do Recife. Ilha de encantos e belas paisagens para muitos que à visitam. Para mim, Itamaracá representa muito mais. Sua imagem está associada aos meus antepassados que viveram, constituíram família e morreram. Seus descendentes, ainda vivem na Ilha. Portanto, para mim, Itamaracá  não é apenas uma ilha, mas a Ilha cheia de recordações, que guarda consigo valores eternos, encantos não vistos por olhos alheios, porém visualizados pelos corações dos seus descendentes.
                  

                                      
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