sábado, 27 de outubro de 2012

Por do Sol em Itamaracá...


"Morena vem ver que noite tão linda!
A lua vem surgindo cor de prata.
Faz me lembrar da minha Maria
Quando lhe fazia serenata".

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tinha um coqueiro ao lado...


"Tu não te lembras da casinha pequenina
Onde o nosso amor nasceu.
Tinha um coqueiro do lado
Que coitado de saudade já morreu.


Tu não te lembras das juras ou perjuras

Que fizestes com fervor.
Daquele beijo demorado, provocado...
Que selou o nosso amor".

sábado, 3 de março de 2012

Lia de Itamaracá

 
                                          A Lia da Ciranda


Maria Madalena Correia do Nascimento, solteira, é uma escurinha alta e esguia, filha de Itamaracá, e que até bem pouco tempo vinha vivendo sua vida de doméstica avulsa em descontraído anonimato.
Então, seu destino mudou. Virou personalidade. Na intimidade, ela atende por Lia e com este substituto muito comum às Marias, já está subindo os degraus da fama. É ela a Lia da Ciranda. Isto é, foi ela quem inspirou a Ciranda da Lia.
Com um sorriso que sempre acaba em muxoxo dengoso, Madalena diz que a música de Lia não é sua. Ouviu-a com muitas letras, nas suas andanças noturnas em Itamaracá, quando escapulia da casa para dançar o coco-de-roda, para "pegar" sereno de forró ou assistir pastoris nos ermos de Forno de Cal, Baixa Verde, Orange ou Rio do Amba.

(História e Segredos de uma Ilha, José Lopes.)
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